quarta-feira, 23 de março de 2011

Tipografia

A origem do alfabeto e dos caracteres que o compõem remete ao tempo dos egípcios (1500a.c.). Esta civilização construiu uma sério de 24/24 caracteres que representavam consoantes. Nestes, verificava-se uma preocupação com o lado mágico/estético em detrimento do funcional. Isto prova-se pelo facto de nunca terem substituído os hieróglifos pelos Glifos fonéticos que criaram.
Mais tarde, a civilização fenícia, por manter diversos contatos comerciais com diferentes povos, sentiu necessidade de criar meio prático para facilitar a comunicação. Pressionados por essa necessidade, os fenícios adaptaram o alfabeto Egípcio (Glifos fonéticos)
Este albafeto viria a servir de base a todos os alfabetos subsequentes, incluindo o que conhecemos hoje em dia. Foram os grregos quem, mais tarde, recuperou o alfabeto fenício e lhe acrescentou as suas vogais, criando assim o Alfabeto Jónico.

                                                                         Excerto do Alfabeto Romano

Tempo depois, foi a civilização Romana a adoptar o alfabeto jónico e a compila-lo com elementos culturais estrangeiros, adaptando-o à sua língua e fonética. É a esta civilização que se atribui o desenvolvimento de vários estilos de letra, cujas utilizações e suportes eram diferentes.
Com o surgimento e evolução dos alfabetos supracitados, surgiu nm novo conceito designado tipografia. Este remete para a arte e o processo de criação na composição de um texto, física ou, mais tarde, digitalmente. O objectivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa.
É desejável que uma composição tipográfica seja legível e visualmente envolvente, tendo sempre em conta o contexto em que é lida e os objectivos da sua publicação. Desde muito cedo, a tipografia, os caracteres ou as letras (como lhe queiramos chamar) mostraram o seu potencial na arte de comunicar além daquilo que está escrito. Foi por este motivo que surgiram os vários tipos de letra, com características particulares, que serviam objectivos e suportes específicos.
Os desenhos das letras produzidos por culturas e povos distintos continuam a ser estudados, recriados e reaproveitados como matéria-prima para o design tipográfico actual, uma vez que o seu valor comunicacional é inegável.
Actualmente, os projectos de novas fontes tipográficas apontam em duas direcções: para o passado, com a recuperação de antigas formas; e para o presente/futuro, nomeadamente em experiências que tentam assinalar a ruptura com o clássico.
O acesso cada vez mais facilitado à tecnologia abre inúmeras possibilidades, que seriam impensáveis sem o uso de tais ferramentas. Todavia, a tecnologia evoluiu também graças à tipografia. Por exemplo, no século XVIII o design tipográfico impulsionou a evolução da técnica de impressão. Os responsáveis pelo desenvolvimento dos tipos de letra procuravam a melhor reprodução de seu trabalho e as formas com grande contraste entre as hastes dos caracteres ou com traços muito finos, só puderam ser utilizados com o aperfeiçoamento dos sistemas de impressão e da produção de papéis e tintas adequados.

                         Excerto do Alfabeto Fenício

O propósito essencial da topografia continua a ser, ainda hoje, a legibilidade e a captação da atenção e do interesse de quem lê. Contudo, aos parâmetros de linearidade e conforto de leitura, culturalmente estabelecidos durante séculos, contrapõem-se tentativas mais ou menos radicais nos campos editorial e publicitário e nos domínios do web design. Deste forma, alguns autores afirmam que a leitura pode ser dividida em dois momentos: primeiro ocorre a identificação visual da mensagem, com toda a sua idiossincrasia gráfica. Logo após, se houver empatia por parte do leitor, este percorrerá o texto, com todo tipo de excessos e ruídos na comunicação, fazendo com que cada ideia capturada seja recebida.

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